Bolo de pote de chocolate com brigadeiro
- Custa pra fazer
- R$ 3,23 a 5,05 cada pote
- Rende
- 10 potes de 220 ml em 1h30
- Ingredientes da receita inteira
- R$ 32,31 a 50,52
- Precisa de
- fogão, forno, geladeira, liquidificador
Pra quem ainda não vende
O cardápio público do Engrenou tem 30 receitas de bolos com o custo conferido (julho de 2026). Em 22 delas, o preço que se cobra por aí paga a sua hora de trabalho, mesmo com o ingrediente mais caro. Três pra começar: bolo de pote de chocolate com brigadeiro, bolo de chocolate com brigadeiro e bolo de laranja. Sem cadastro e sem cartão.
Três opções de bolos: o preço sugerido, quanto quem já vende cobra, quanto custa fazer cada unidade, quanto rende cada receita e quanto tempo leva. Os valores vêm do mais barato ao mais caro, porque mudam de mercado pra mercado. A primeira opção é o produto mais conhecido do ramo. As outras duas são as que deixam mais dinheiro a cada venda, cada uma de um tipo diferente. Se o preço que se cobra por aí não paga a sua hora, a receita aparece assim mesmo, com um aviso.
Das 30 receitas, em 22 o preço que se cobra por aí paga o ingrediente e a sua hora (R$ 30 por hora), mesmo com o ingrediente mais caro; 4 levam o aviso "no preço que se cobra por aí, não paga a sua hora"; 4 ainda não têm o preço de quem vende, e o preço sugerido é o mínimo que paga a sua hora. Quando aparece "cerca de" antes do preço, é porque a gente conferiu poucos preços desse produto: use o número só como uma ideia aproximada. Todas estão no cardápio público.
Nas perguntas, a gente faz isto pro produto que você escolher. Aqui vai um exemplo com o primeiro da lista.
Cada linha mostra o preço médio do ingrediente, e a faixa vai do mercado mais barato ao mais caro. A conta usa só a parte de cada ingrediente que vai na receita: no mercado você compra o pacote ou a dúzia inteira, então gasta mais na primeira compra e sobra ingrediente pra próxima. A embalagem entra à parte: a ficha não tem o preço dela, e a gente prefere não chutar.
Vendendo os 10 potes a R$ 10, entram R$ 100: mesmo com o ingrediente mais caro, sobram R$ 49,48: o dinheiro da primeira compra volta na primeira fornada, mas a sobra ainda não paga uma segunda inteira.
Preço não é chute: é o custo, mais a sua hora, mais o que sobra. O sugerido é o mínimo com o ingrediente mais caro (R$ 9,55) arredondado pra cima, dentro do que quem já vende cobra. A conta usa R$ 30 por hora de trabalho, o valor de referência da calculadora pública (que vai até R$ 60). Ponha lá quanto você quer ganhar por hora, e a conta se refaz. Acertar com os meus preços na calculadora.
Os números vêm do cardápio público do Engrenou e são revisados pela gente. Servem de referência: o preço final depende do seu bairro. A gente não promete renda: faz a conta junto com você.
A prova dos 9 é a conta que confere se dá pra ganhar o que você quer com o tempo que você tem. Nas perguntas, ela usa a SUA meta e o SEU tempo. Aqui vai um exemplo feito com cuidado pra não iludir: alguém que quer uns R$ 1.000 a mais por mês, com 2 ou 3 horas por dia, vendendo bolo de pote de chocolate com brigadeiro a R$ 10, contando o ingrediente mais caro e já descontando o DAS, a mensalidade do MEI.
Quando não fecha, a conta avisa na hora e mostra três saídas, e nenhuma é desistir: ver o que dá certo com o tempo que você tem, marcar mais tempo (se você tiver) ou guardar a meta pra mais adiante. A gente não barra ninguém, e também não diz que dá certo quando não dá.
Os números vêm do cardápio público do Engrenou e são revisados pela gente. Servem de referência: o preço final depende do seu bairro. A gente não promete renda: faz a conta junto com você.
É o que transforma um bico em negócio de verdade. São três cartões, cada um com a fonte oficial e a data em que a gente conferiu.
Abrir o MEI é de graça, pelo Portal do Empreendedor (no site gov.br). Na hora de abrir, você escolhe a ocupação que combina com o que você faz: Doceira, Salgadeira ou Cozinheira que fornece refeições prontas e embaladas (as três têm o código CNAE 5620-1/04) ou Confeiteira (código 1091-1/02).
O MEI pode vender até R$ 81 mil por ano. A mensalidade se chama DAS. Em 2026 ela é 5% do salário mínimo de R$ 1.621 (R$ 81,05), mais R$ 1 de ICMS e/ou R$ 5 de ISS, conforme a atividade: fica entre R$ 82,05 e R$ 87,05 por mês e vence todo dia 20. O valor certo da sua ocupação aparece no próprio portal. Com o MEI você pode emitir nota fiscal, abrir conta de empresa e contribuir pra aposentadoria. Precisa ter 18 anos (ou 16, se for emancipada). Quem já é sócia ou dona (titular) de outra empresa não pode ser MEI.
Fontes: Portal do Empreendedor, Ocupações permitidas, letras C, D e S (gov.br) · Lei Complementar 123/2006, art. 18-A, § 1º (limite de R$ 81 mil) · Decreto 12.797/2025 (salário mínimo de R$ 1.621 em 2026) · Portal do Empreendedor, Pagamento da contribuição mensal (a tabela do DAS do ano). Conferidas entre 08 e 09/10/2026.
Leia a resposta completa: Preciso de MEI pra vender comida em casa?
Desde 2020 o MEI não precisa de alvará de funcionamento: no cadastro, você assina um termo de responsabilidade e pronto. Mas isso não dispensa a vigilância sanitária. Quem fiscaliza comida feita pra vender é a vigilância sanitária da sua cidade, e cada cidade tem a sua regra. Em algumas, a licença sai na hora e a visita da fiscalização vem depois. Em outras, como São Paulo, fazer comida pra vender é considerado risco alto, e a licença tem que sair antes da primeira venda.
Antes de vender, procure "vigilância sanitária" no site da prefeitura da sua cidade. Muitas pedem um curso de boas práticas, que ensina a preparar comida com segurança. O do Sebrae é de graça e pela internet.
Fontes: Resolução CGSIM 59/2020 e Dispensa de alvará, perguntas frequentes (gov.br) · Redesim, Licenciamento (gov.br) · Portaria SMS.G 266/2025 (São Paulo) · Anvisa, Contatos das vigilâncias sanitárias · Sebrae, trilha Boas práticas nos serviços de alimentação (20 h, R$ 0). Conferidas entre 08 e 09/10/2026.
Leia a resposta completa: Precisa de alvará da vigilância sanitária pra vender comida em casa?
Lave as mãos ao chegar, e antes e depois de mexer na comida. Cabelo preso, sem anel, brinco ou pulseira. Limpe a bancada sempre que precisar e quando terminar. Cozinhe até a comida passar de 70 °C em todas as partes. Comida quente fica acima de 60 °C; comida fria, abaixo de 5 °C. Não cozinhe doente. Ponha etiqueta com o nome, a data em que fez e a validade. E avise o que leva leite, ovo, trigo, amendoim e castanha: informar é sua obrigação, e quem tem alergia precisa saber.
Fontes: RDC 216/2004 da Anvisa, itens 4.2.4, 4.6.4, 4.6.6, 4.8.8, 4.8.15, 4.8.16 e 4.8.18 · Código de Defesa do Consumidor, arts. 6º e 31 (dever de informar) · RDC 727/2022 da Anvisa (rotulagem de alimento embalado, inclui alergênicos; conferida em 09/10/2026). Conferidas entre 08 e 09/10/2026.
Leia a resposta completa: Precisa de alvará da vigilância sanitária pra vender comida em casa?
Isto é um guia pra começar, não é consultoria jurídica nem contábil. Se ficar em dúvida, o Sebrae da sua cidade atende de graça.
Os ingredientes de 10 potes de 220 ml de bolo de pote de chocolate com brigadeiro custam R$ 41,44 pelo preço médio, e de R$ 32,31 a 50,52 conforme o mercado (cardápio público do Engrenou, julho de 2026). A conta usa só a parte de cada ingrediente que vai na receita: no mercado você compra o pacote ou a dúzia inteira, então a compra sai maior, e a embalagem entra à parte. Vendendo os 10 potes a R$ 10, entram R$ 100: mesmo com o ingrediente mais caro, sobram R$ 49,48: o dinheiro da primeira compra volta na primeira fornada, mas a sobra ainda não paga uma segunda inteira. Formalizar como MEI é gratuito.
Em 2026 o DAS do MEI é 5% do salário mínimo de R$ 1.621 mais R$ 1 de ICMS e/ou R$ 5 de ISS: entre R$ 82,05 e R$ 87,05 por mês, e o MEI pode vender até R$ 81 mil por ano (Decreto 12.797/2025, LC 123/2006 e Portal do Empreendedor, conferidos em 08/10/2026). O MEI é dispensado de alvará de funcionamento desde 2020 (Resolução CGSIM 59/2020), mas isso não dispensa a vigilância sanitária: quem dá a licença pra cozinha que vende comida é a vigilância sanitária da cidade, e em algumas cidades a licença tem que sair antes da primeira venda (conferido em 08/10/2026).
Pra não trabalhar de graça, bolo de pote de chocolate com brigadeiro tem que custar pelo menos R$ 7,73 a 9,55 cada pote: R$ 3,23 a 5,05 de ingrediente mais R$ 4,50 pelo seu trabalho (a fornada de 10 potes leva 90 min, o que dá R$ 45 contando R$ 30 por hora). Quem já vende cobra R$ 6 a 12. Dá pra cobrar R$ 10 sem ser a mais cara nem a mais barata. (Cardápio público do Engrenou, julho de 2026.) A calculadora pública do Engrenou refaz a conta com o preço que você paga no seu mercado.
São 9 perguntas simples, e a cada passo você já leva uma coisa pronta: o que vender primeiro, a lista da primeira compra, a conta da sua meta, quanto cobrar, o que fazer sobre MEI e vigilância sanitária, e um plano pras primeiras 3 semanas. Não precisa de cadastro nem de cartão. Dá pra parar e continuar depois.
Já vende todo dia? Então o melhor pra você é montar sua ferramenta.Os números são estimativas: mudam com a sua região, com onde você compra e com o seu jeito de trabalhar. A gente não promete renda: faz a conta junto com você. Isto é um guia geral, não um acompanhamento só pra você, nem consultoria jurídica ou contábil.